Eu não me conheço. E tenho medo de me conhecer. Tenho medo de me esforçar para ver o que há dentro de mim e acabar surpreendendo uma porção de coisas feias, sujas. O que aconteceria, então? O orgulho de ter conseguido chegar perto de meu coração? Ou uma grande humildade, uma humildade de cão faminto, rabo entre as pernas, costelas aparecendo? Não sei, não sei — minha cabeça quase estala quando faço perguntas, meu pensamento escorrega, se desvia, foge para longe, como se ele também tivesse medo da resposta. E talvez nem seja preciso coragem. Talvez seja necessário apenas um breve impulso, como aquele que me fazia mergulhar de repente na água gelada do açude da fazenda. E eu nem era corajoso por fazer isso, apenas tinha as esquecido por um instante de mim, do meu corpo.
sábado, 17 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Um Livro de Perguntas - Cristovam Buarque
O pior da morte é ser eterna ou sem sonhos?
---
É mais pecado jurar amor de mentira ou ódio de verdade?
---
Mais pesam as sombras ou os sonhos?
sábado, 3 de março de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Caixinha de música (Morangos Mofados) - Caio Fernando Abreu
Carta a Jacqueline Cantore - Caio Fernando Abreu
A solidão às vezes é tão nítida como uma companhia. Vou me adequando, vou me amoldando. Nem sempre é horrível. As vezes é até bem mansinha. Mas sinto tão estranhamente que amor acabou. [.. .] Repito sempre: sossega, sossega — o amor não é para o teu bico.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Carta a José Márcio Penido - Caio Fernando Abreu
Depois, penso também naquele quase velho poema do John Lennon: “I don’t believe in yoga/ I don’t believe in mantra/ I don’t believe in God/ I don’t believe in Freud/ I don’t believe in drugs/ I don’t believe in sex/ I don’t believe in Beatles” e termina com um acorde profundo de guitarra e um “I just believe in me”. Mas nem isso.
Assinar:
Postagens (Atom)



